Jesus, como me doe o coração!
Jesus, como me doe o coração, percebendo a juventude se afastando cada vez mais da sua Igreja . Por que será, meu Deus?
Será que é culpa dos seus ministros, sacerdotes? Será que os nossos sacerdotes não estão fazendo o seu trabalho a contento como deve ser no seu tão sublime ministério? Será que os padres não estão se envolvendo com o seu povo? Será que é isso que está acontecendo, e por isso, não atrai mais a juventude para o seu reino?
Que fazer, meu Deus? Será que eles esqueceram o que é o sacerdote?
São Paulo explica em Hb 5,1-3s:
"Todo sumo sacerdote é escolhido dentre os homens e designado para representá-los em questões relacionadas com Deus e apresentar ofertas e sacrifícios pelos pecados. Ele é capaz de se compadecer dos que não têm conhecimento e se desviam, visto que ele próprio está sujeito à fraqueza. Por isso ele precisa oferecer sacrifícios por seus próprios pecados, bem como pelos pecados do povo".
E Jesus disse aos seus primeiros discípulos, “serei minhas testemunhas em toda parte” (At 1,8) .
E aí, será que nós, padres de hoje, estamos sendo isso que são Paulo e Jesus nos apontam?
Já escutei certa criatura dizer: “Como vou me confessar com um cara pior do que eu?” E lembro de um fato de uma pessoa que precisava com urgência de uma palavra esclarecedora de um padre e bateu a porta de 7 padres, todos falaram que não tinha tempo pra atendê-la. Resultado: foi a um pastor de Igreja protestante. O pastor recebeu muito bem e explicou o que ela queria, e ela acabou se tornando protestante.
Acho que nós, os padres e todos as lideranças leigas do povo, acho, estamos precisando de um bom exame de consciência diante de fatos assim. Precisamos nos tornamos verdadeiros imitadores de Cristo, que não largava o contato com o povo. Ele que passava noites inteiras em oração ao Pai. Será que estamos rezando o suficiente para o louvor de Deus e proveito do povo e de nós mesmo?
Meus irmãos, colegas no sacerdócio, pensemos nisso e quem sabe, mudemos o nosso modo de trabalhar. De sermos gente do povo! Talvez aí, os jovens comecem a voltar para a Igreja.
Pe. Guilherme Gomes.