Mostrando postagens com marcador Liturgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liturgia. Mostrar todas as postagens

07/12/2019

Uma mulher


Neste domingo a Igreja Católica celebra a Imaculada Conceição de Nossa Senhora. É sobre essa Senhora que quero falar.
Maria é aquela mulher que Deus prometeu à humanidade como esmagadora da cabeça da serpente (representação do diabo).
Ela é aquela que segundo o Apocalipse teve um filho que o Diabo queria devorar (Ap 12). Ela é aquela garota que recebeu o recado de Deus através do anjo Gabriel (Lc 1,26-27). Ela é aquela mulher que deu à luz o Salvador do mundo (Lc 2,4-7). Ela é aquela mãe que a disse o seu filho Jesus: “Eles não tem mais vinho” (Jo, 2,3). Ela é a mulher que por Jesus nos foi dada como mãe (Jo 19,25-27).
Ela é Maria que tanto nós amamos!
Contemplando Maria vemos nela o exemplo de mulher para todas as mulheres do mundo. E digo isso pelas seguintes razões: 1.  Ela largou seu projeto de vida para atender ao projeto de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua vontade” (Lc 1,31); 2. foi fiel a sua missão; 3. Nunca se exibiu por ser mãe do filho de Deus, mas guardava tudo no seu coração (cf. Lc 2,51).
É por tudo isso que acabo de dizer que apresento a você mulher, este grande modelo de mulher.
Mas talvez você  esteja dizendo ou querendo dizer: acontece que sou uma pessoa diferente, tenho as minhas preferencias, sou diferente no meu agir. Concordo com você. Mas não pode ser diferente em uma coisa: fidelidade ao seu Deus. Sim, porque se você é infiel a Deus, você não se realiza como pessoa. Pois Deus nos criou para um eterno convívio de amor com Ele. Sem esse convívio você não é ninguém, você sobrou na vida. Só o pior lhe pode acontecer.
Mulher, você é grande demais. Não troque Deus por nada neste mundo. Só Ele lhe basta como diz Santa Tereza D’Ávila. O resto é resto. Maria mãe de Jesus é seu grande modelo de mulher. Ok?!

21/11/2019

Nosso Rei

A liturgia da Igreja Católica nos traz para esse domingo dia 24 a reflexão sobre o reinado de Jesus.
Ter um rei no poder ou líder, faz parte da nossa natureza social. E o Criador do mundo constituiu para nós um rei soberano: Nosso Senhor Jesus cristo. (Cf. Ap 1,5-6)
É um rei diferente dos outros reis deste mundo, exatamente porque o seu reinado se estende a todos os povos, a todas as nações deste mundo. Ele é o soberano de todo o universo.
Quando perguntado por Pilatos: és o rei dos judeus? Jesus respondeu: O meu reino não é deste mundo. E Pilatos insiste: logo tu és Rei. E Jesus responde: Eu sou Rei. Para isso nasci e para isto vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Quem é da verdade escuta a minha voz. (Cf. Jo 18,33-37)
Com isso, Jesus nos informa que Ele não faz parte dessa classe política vulgar, mas de um ser político sublime: é o rei de cada coração humano, é o rei de todas as pessoas.
Agora alguém pode perguntar: Que rei é esse que tem um reinado tão bagunçado como apresenta a humanidade de hoje?
Aí está o engano: primeiro porque Jesus não impõe, Ele propõe. Se alguém não quer aceitar o seu reino, Ele deixa à vontade, mas esse alguém sofre as consequências da Lei que rege o grande reinado. Ele sofrerá as consequências de sua decisão assumida. Afinal de contas o reinado do supremo Rei sempre funcionou e funciona do jeito preparado pelo Infinito. E informo ainda para quem se encontra apavorado pela existência teimosa de tanta maldade, tanta perversidade neste mundo: fique tranquilo; há muito mais gente boa do que ruim no mundo. E no final de tudo o Bem triunfará. O Rei Jesus é um rei vitorioso. (Cf. 2Ts 2,8)
Todos estamos convidados para ingressar na intimidade do seu reinado. E só neste reinado, só andando sob as leis do reinado divino acontece a felicidade total para o ser humano. 





A pretexto dos artigos anteriores sobre os alimentos orgânicos veja novos endereços onde encontrar alimentos orgânicos em Recife.
- Boa Vista. Rua da Aurora 885. Acontece nas Segundas de 13h às 15h.
- Iputinga. Rua Ambrósio Machado. Nas Quartas-feiras das 5h as 10h
- Joana Bezerra. Av. Desembargador Guerra Barreto. Nas Quintas das 10h as 14h.  

08/03/2019

Reforçando

Os católicos sabem: no início da quaresma (tempo que vai da quarta-feira de cinzas até a sexta-feira santa) a Igreja inicia esse tempo litúrgico com a imposição das cinzas sobre a cabeça do povo que vai à missa nesse dia. Este gesto de impor cinzas sobre o corpo remonta dos tempos do Antigo Testamento que indicava o arrependimento do pecado contra Javé. Lembramos o episódio de quase destruição de Nínive que escapou graças à penitência feita (cf. Jn 3). Também o uso das cinzas ocorreu entre outras personalidades do Antigo Testamento.
No Cristianismo adotou-se este rito desde o início da caminhada da Igreja. A liturgia penitencial impunha cinzas e vestes penitenciais sobre o pessoal que pretendia ser cristão ou mesmo para quem já era cristão que eram absolvidos publicamente nas celebrações de quinta-feira.
            Por essa explicação compreendemos bem o sentido das cinzas em nossa liturgia: é um forte chamado a penitência e à conversão permanente. Daí se vê muito bem que se a pessoa não estiver com a disposição para a conversão e penitencia realizou apenas um gesto folclórico. Essa pessoa mentiu para o povo e para Deus. Cuidado pessoal. Convertei-vos é o grito de guerra que Jesus nos trouxe (cf. Mt 1,15).

09/11/2018

Já estão anunciando


Na segunda-feira da semana passada, enquanto esperava o transporte para me conduzir à casa percebi, apesar da pouca visão, que o comércio já se prepara para as festas natalinas. Assim procedem sem considerar a liturgia cristã que começa sua preparação para o natal a partir do primeiro domingo do advento que cai, este ano, no próximo dia dois de dezembro.
            Mas os comerciantes em grande parcela não estão muito interessados em Jesus. O interesse deles é o lado financeiro. É o resultado do lucro que poderão auferir graças à presença de Jesus entre nós.
            Mas quem é esse Jesus? Como é que ele apareceu neste mundo?
            Através de um texto relativamente chato prá gente ler, são Mateus apresenta a origem de Jesus com estas palavras:          “[...] Abraão foi pai de Isaac. Isaac, pai de Jacó. Jacó, pai de Judá e de seus irmãos” (Mt 1,1-2s). Prossegue nessas informações até atingir o número de 42 gerações.
            Agora, o interessante é observar no final da lista quando ele dirá que Jacó foi pai de José. Ele muda o jeito de narrar. Não diz que José foi pai de Jesus, mas sim esposo de Maria da qual nasceu Jesus. (Cf. Mt 1,1-17). 
            Assim Mateus mostra que Jesus é gente como a gente. Ou seja, nasceu dentro do regime da raça humana.
Mas também já deixa uma ressalva: não foi gerado por José. E aí já entra o mistério da Encarnação: Jesus foi gerado por Deus através do Divino Espirito Santo (cf. Mt 1,18). Isso significa que Jesus é simultaneamente, homem e Deus. 
            Entender esse mistério não é fácil. Mas é verdade. É bastante pensar em sua função neste mundo: salvar a humanidade (cf. Jo 1,29).
Ele precisava ser homem para poder representar a humanidade no ato de pedir perdão a Deus pelos pecados do ser humano. Mas precisava também ser da condição divina para, por assim dizer, “ter moral” diante do Pai eterno.
            Se o comercio, em busca de bens materiais se prepara tão bem para o natal, como devemos agir nós em vista dos bens espirituais que duram eternamente?