Mostrando postagens com marcador covid-19. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador covid-19. Mostrar todas as postagens

20/02/2021

Tu és pó

 


A expressão que mais me impacta no rito de celebração da Missa de Quarta-feira de Cinzas é está: “Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar”. É que esta expressão nos transporta à origem da humanidade e ao mesmo tempo também, infelizmente, do desastre da mesma.

Deus que disse ‘façamos o homem à nossa imagem e semelhança’ agora tem o desprazer (se é que se pode falar assim) de dizer a respeito dessa sua imagem e semelhança: és pó.

Isso Ele falou ao homem que com sua mulher, inspirados pelo do espírito mal, estavam os dois com a pretensão de “serem como deuses” Quebraram a cara como se diz em linguagem popular. O pior é que quebrando a cara Adão e Eva quebraram também a nossa cara. Ou seja, estamos sofrendo toda a consequência daquela insana pretensão e consequente decisão tomada pelo primeiro casal do mundo: comer o fruto da árvore proibida. Ou seja, a decisão de desobedecer ao mandamento do Criador. O sofrimento humano aí está e está retratado de maneira mais que evidente no sutil e perigoso “Covid-19”. Você acha que não? Continue pensando assim e me apresente argumento convincente.

Deus nos fala de muitas maneiras. O covid para mim, é o grande apelo de Deus dirigido mais uma vez a seu povo através do profeta Isaísas: “Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto. Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente." (cf. Is 55,6-7s)

É este portanto o caminho para acabar com a peste: voltar-se para Deus.

21/11/2020

Tais vendo trabalhador?

 


Esse tal de Covid-19 por incrível que pareça tem trazido bem à humanidade. E entre os benefícios trazidos a nós pelo vírus aponto o maior deles: é nos mostrar de maneira papável a soberania do amor que se realizou em Deus e nos irmãos. Sem Deus não somos nada e sem os irmãos também quase nada somos. É o que nos declarou solenemente nosso Senhor Jesus Cristo: “Sem mim nada podeis fazer” (cf. Jo 15,5). E “amem uns aos outros” (cf. Jo 15,2) . Aí se vê a grande gafe do rico: fazem dos empregados praticamente só instrumentos de fazer dinheiro. Não os trata como gente, pois se assim o fizessem, pagariam bem a seu trabalhador. Aí vem o vírus e lhe diz: Tu não és melhor do que ele, não, rapaz. Sem ele tua empresa não funciona e aí você vai viver de que? Cadê o teu dinheiro?

Então você trabalhador prestou a atenção nisso? Já percebeu que sem você não existeria o tal rico? Aliás nem rico deveria existir. O que deveria existir era o conjunto de irmãos, de companheiros trabalhando em parceria na produção dos bens necessários para satisfazer as necessidades de todos. O dinheiro entraria apenas como instrumento de troca, não como objeto de idolatria como estão fazendo por aí.

Lembro agora a mãe trabalhadora: você forma a maioria da sociedade; vote em candidatos que se dispoem a trabalhar pelo bem de todos. Você é que é importante, não o rico que lhe pede o voto para lhe dar o poder de continuar explorando você.

E não esqueça: Deus é que faz tudo para nós. Ame, ore, respeite os seus mandamentos fazendo tudo conforme a vontade dele. Assim seremos todos felizes. Este é o caminho.