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06/05/2025

Controle da violência

Controle da violência


Amigo leitor, em continuidade com o artigo publicado anteriormente (o despertar do povo) e a respeito do controle da violência em nossas cidades e a situação dos presídios faço a seguinte reflexão e sugestão...

O Brasil gasta anualmente 23 trilhões de reais em presídios, o que fazer? Penso como sugestão o seguinte: os presídios selecionariam grupos de 40 a 50 pessoas para a formação humana, o trabalho agrícola e profissionalizante. Essas pessoas deveriam nesse processo se mostrar pessoas de boa educação cívica e religiosa. Recuperados seriam libertados com essa advertência: evite repetir crimes, do contrário vocês retornam à prisão com sentença de pena máxima que a lei brasileira permite. Repetiriam o mesmo processo com mais outros grupos de pessoas com a mesma pedagogia. Procedendo assim, o país os contratariam, e aos poucos a violência provocadas por situações e circunstâncias adversas no Brasil cessaria.

Como a violência acontece normalmente por falta de trabalho, criar oportunidades com mão de obra remunerada é preciso. Que cada cidade tenha postos de trabalho para todos os seus habitantes, assim sendo, sugiro que os prefeitos criem em suas cidades mais trabalhos para os moradores. Dada a dificuldade de conseguir trabalho para todos sugiro também criar grandes roçados onde quem não consegue trabalho na cidade pode trabalhar por conta própria no roçado devidamente preparado para se desenvolver uma boa agricultura. Assim agindo não há porque haja pessoas em situações de vulnerabilidade praticando crimes e tirando o sossego, a paz das famílias no município e desse modo, a violência acabaria.

A Terra é grande, uma boa administração não esquenta a cabeça e isso pode ser feito em todo país.

Pe. Guilherme Gomes

18/03/2022

Acabar com a violência - II

 Carta aos Sacerdotes



Meu caro padre:

Alguns colegas já sabem que a partir do dia 11 deste mês de março iniciei, creio que por inspiração Divina, uma grande campanha para extinção da violência no Brasil através do amor. Acho que nós padres somos em primeiríssimo lugar os grandes artífices desse amor. Pois fomos oficialmente investidos para a promoção do amor pelo próprio Autor do amor, aquele que “é amor” (1Jo 4,8). Jesus nos entregou esta responsabilidade ao dizer: "O Espírito Santo descerá sobre vocês, e dele receberão força para serem as minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os extremos da terra." (cf. At 1,8).

Então constatando como você constata a violência cada vez mais crescente, ao ponto de já se tornar quase irreversível, e sentindo por longa experiência que, nossos governantes não demonstraram interesse em resolver este grave problema, decidi convidar o povo para resolver. Para isto contamos com a maior força do mundo: o amor.

Por isso estou pedindo aos padres e a todo o povo para assumirmos esta batalha.

Divulgar a campanha em suas próprias paróquias e comunidades. Divulgar entre os seus contatos pedindo a eles que passem para os contatos deles. Talvez valha a pena repensar o nosso modo de acolher e tratar o povo, pois, em matéria de amor, temos mesmo que ser modelos.

De acordo? Contando com sua compreensão e ardoroso aceite da missão, despeço-me fraternalmente.



Padre Guilherme Gomes da Silva

Diocese de Caruaru - PE

11/03/2022

Acabar com a violência

Pela minha experiência de vida (estou com 85 anos) o governo não tem interesse em acabar a violência no Brasil. Quando falam sobre o assunto dizem apenas: “Vamos diminuir a violência no Brasil”. Nunca dizem “Vamos acabar com a violência.”

Mas a verdade é que ninguém aguenta mais essa barbárie entre nós. Os violentos estão tirando cada vez mais a paz, a tranquilidade, a alegria do povo brasileiro. Tiraram o nosso sossego, a nossa alegria de viver.

Então estou fazendo hoje a você, a mim mesmo e a cada brasileiro que existe e até o que ainda vai nascer: “Vamos acabar com a violência em nosso país?” A tarefa não é difícil pois a solução está mesmo em sua mão, na mão de cada um de nós. E acabar com a violência é desejo de cada um, não é verdade?

Para concretizarmos o nosso ideal contamos com a maior força do mundo, sabia? É a força diante da qual todo mundo se dobra. É a força do amor. Essa é a nossa arma para a conquista da paz entre nós e entre todos os povos. É só uma questão de querer. É adotar de maneira radical o amor.
Em outros termos: assuma agora a partir deste momento a linda e gratificante tarefa de amar. Eu falei amar e não banalizar o sentimento de amor como estão fazendo por aí. Falo de amor puro conforme o coração de Deus e que São Paulo descreve de maneira tão bonita com estas palavras em recomendação a Timóteo: “Não repreenda duramente um ancião, mas exorte-o como se fosse um pai. Aos rapazes, como a irmãos. Às senhoras, como a mães. Às moças, como a irmãs, com toda a pureza”.(Cf, 1Tm 5,1). E ainda são Paulo mostra o carinho na despedida das pessoas: “Saúdem-se uns aos outros com o beijo santo.” (cf. Rm 16,16).

Então imagine uma nova etapa do seu amor a seu pai, sua mãe, seu irmão, sua irmã, em qualquer fase que se encontre: na velhice, na fase adulta, jovem, adolescente, pré-adolescente, infantil. Ria, abrace, beije, seja feliz no seu viver familiar. Ame seus vizinhos/as, seus colegas de escola e de faculdade. Ame os companheiros de trabalho, amemos os companheiros que nos visitam, que encontramos pelos caminhos, pelos ambientes de recreação.

Enfim, amemos a todos. O amor pede isso para poder nos fazer totalmente felizes. Esta é a vontade de Deus (cf. 1Jo 4,7-8.11.16 ).

Demos o primeiro passo. A quem já começou antes, parabéns!