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18/05/2026

Minha terra!

Minha terra! ​


A terra não é minha e também não é sua. A terra é de Deus. ​ A Bíblia diz: que Deus criou o homem e o colocou no paraíso para (cultivar e guardar) (Gênesis 2, 15-16), mas Deus declara várias vezes nas Escrituras Sagradas: "Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem" (Salmos 24, 1); "pois o mundo é meu e tudo o que nele há" (Salmos 50, 12). ​

Vejamos, então: Deus colocou o homem no paraíso. Isso quer dizer que Deus colocou o homem no ambiente totalmente próprio à felicidade total do ser humano. Pela inteligência e senso de organização da humanidade, o homem começou a se organizar em pedaços de terra como sendo o seu paraíso. Então, em cada pedaço de terra onde os homens moram, ou seja, os países, ali Deus colocou tudo para a sobrevivência e felicidade dos seus habitantes. Uns têm abundância de petróleo, outros abundância de gás natural, outros em minérios, outros mais em condicionamentos agrícolas etc. Tudo para a sobrevivência de cada país. ​

Então não tem graça certas personalidades que acham no direito de tomar o que é dos outros. Por exemplo: tomar o petróleo e o ouro da Venezuela ou de outros países. Ninguém tem o direito de fazer isso. Aqui está a transcrição e correção da segunda página, mantendo a fidelidade ao seu texto original, mas ajustando a norma culta: Pois Deus colocou o petróleo abundante e o ouro na Venezuela como recursos para os venezuelanos viverem. 

Então está errado quem faz isso. Quem faz isso está indo contra a sabedoria divina e massacrando seus irmãos. Isso só gera confusão e sofrimento. Ninguém pode, em sã consciência, provocar uma coisa dessa. 


 Pe. Guilherme Gomes. 

10/03/2022

Livre arbítrio

 Atendendo a observação de Jaqueline Rubiana sobre o comentário que fiz no artigo “Com quem você está?” só hoje de maneira mais detalhada falo sobre “livre arbítrio”.

Em várias passagens bíblicas aparecem a realidade de nossa capacidade de escolha. Inclusive o próprio Jesus falou: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, esse a salvará.”(cf. Lc 9,23-24). Acontece porém que a Bíblia também fala que: “Desde o princípio, Deus criou o homem e o entregou ao poder de suas próprias decisões. Ele não mandou ninguém se tornar injusto e a ninguém deu permissão para pecar.”(cf. Eclo 15,14.20).

Percebemos por ai que o nosso livre arbítrio traz consigo um certo condicionamento. Sua validade total positiva é só quando se refere a escolhas boas, coisas não pecaminosas. Exemplo: Eu posso escolher ir à cidade de ônibus, de uber, de táxi, moto, bicicleta ou mesmo a pé. Mas não posso escolher entre assaltar o mercadinho do Sr. José ou a padaria do Sr. Francisco ou mesmo a lanchonete de d. Maria. Pra isso não existe escolha. Pois assaltar é coisa ruim, é pecado.

Escolher coisa ruim não é usar o livre arbítrio. É abusar dele. É abuso da liberdade. 

Um detalhe a esclarecer: o ser humano por natureza nunca escolhe coisa ruim. Quando escolhe o que é ruim, ele está escolhendo o que ele considerou ser bom para ele naquela ação. Mas é uma escolha equivocada. Exemplo: Quando o pistoleiro mata, o que está visando é o dinheiro que vai ganhar com sua ação. Dinheiro esse que vai servir para alimentar a família. É isso que ele escolhe. A morte do homem é pra ele apenas um instrumento para conseguir o pão de cada dia.

30/01/2021

Uma correção talvez

 


Aprendi que em matéria de comunicação o importante é se comunicar, é passar a ideia para o outro. Não interessa que o linguajar oficial esteja correto ou não. Comunicou-se está tudo bem.

Mas eu queria chamar a atenção para uma expressão bastante usual mas que não representa a realidade moral e teológica da coisa. Refiro-me a expressão “livre árbitro”.

Percebemos o uso desta expressão no sentido de que você pode fazer tudo o que quer graças ao seu livre arbítrio. Aí eu me deparo com esse texto da Sagrada Escritura que diz:


“De fato, a sabedoria do Senhor é grande, pois ele é Todo-poderoso e tudo vê. Seus olhos estão sobre aqueles que o temem, e ele conhece cada ação que o homem realiza. Ele não mandou ninguém se tornar injusto e a ninguém deu permissão para pecar.” (cf. Eclo 15,18-20)


Levando-se em consideração esta palavra do livro santo eu concluo que “livre arbítrio” é habilidade de escolher entre coisas boas. Exemplo: Moro na periferia e quero ir ao centro da cidade. Então escolho em ir de bicicleta, ou de moto, ou de ônibus, carro alugado ou mesmo a pé. Isso é um exercício do “libre arbítrio”. Mas escolher entre assaltar o banco tal ou qual isso não é livre arbítrio, é abuso da liberdade. Isso é sair da verdade moral ou teológica.

Verdade é o que está de acordo com a vontade do Criador. O Criador não dá chance para o erro. Começando pelos anjos rebeldes, passando por Adão e Eva e muitas pessoas que optaram pelo abuso da liberdade escolhendo a desobediência a Deus como demonstram várias passagens da Escritura mostrando a pronta reação punitiva por parte da divindade.

A conclusão é esta: “livre arbítrio” é para escolher entre coisas boas. Escolher o mal é abuso não exercício do livre arbítrio. Será que fica claro?