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06/01/2026

Carta Aberta ao Povo de Petrolândia PE

 

Carta Aberta ao Povo de Petrolândia PE 


Caruaru 15 de dezembro de 2025 

Caríssimos habitantes de Petrolândia. 

Sou monsenhor Guilherme Gomes da Silva, conhecido por padre Guilherme, conterrâneo de vocês. A maioria de vocês não me conhecem. Veja minha pequena história: nasci no sítio chamado Várzea Alegre, as margens do rio São Francisco, em 07/ 03/1937, hoje, estou hoje com 88 anos de idade. Sou filho de um casal: José Gomes da Silva e Rosa Gomes de Souza, ele pernambucano e ela baiana. Cresci pescando no rio São Francisco, trabalhando na roça, (com seis anos papai me deu minha primeira enxada fiquei tão feliz), pastoreando ovelhas e bodes. Fiz minha primeira comunhão na igreja Sagrado Coração de Jesus em Barreiras, com quase 14 anos, fui para o seminário de Pesqueira, conduzido pelo padre Pedro Haseruth, da Congregação Missionária de São Vicente. Passei 3 anos em pesqueira e fui transferido para João pessoa. No dia 5 de setembro de 1964, na igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Caruaru, fui ordenado sacerdote pelo senhor bispo diocesano Dom Augusto Carvalho. No dia 7 de setembro celebrei minha primeira missa na igreja do Sagrado Coração de Jesus em Barreiras. No dia seguinte, celebrei a minha segunda missa na igreja de São Francisco em Petrolândia, aqui iniciou o meu drama: vocês me pediram para eu ficar com vocês em Petrolândia. Tive que dar um lamentável não a meu povo. Expliquei que tinha sido transferido da diocese de Pesqueira para diocese de Caruaru, atendendo ao pedido do meu ex-reitor de Pesqueira nomeado bispo de Caruaru. A diocese de Caruaru estava bastante carente de seminarista. Foi essa desculpa que apresentei a vocês naquele tempo. Mais intimamente fiquei comprometido com o povo de Petrolândia. Hoje, estou cumprindo esse grande desejo: Está junto de vocês! E por meio desses subsídios religiosos que representam praticamente uma semana de missão, trago uma palavra de estímulo, de fé, esperança e caridade. A recebam como sendo a realização do meu compromisso evangelizador com meu povo. Desculpe-me pela demora: 61 anos depois de ordenado. Eu amo vocês. 


Observação: a missão continua através das minhas redes sociais: no Facebook, no Instagram e no blog: Acesse essas plataformas e procure por: Monsenhor Guilherme Gomes. Estaremos sempre em contato. 

 Assinado: Pe. Guilherme Gomes da Silva.

22/10/2021

O que fazer? Qual a solução?

 


Desde a minha infância eu vislumbrei o problema do desconforto humano. No início eu ainda não tinha dominado o traquejo do raciocínio. Mas percebi algo estranho. Por exemplo, me inculcava bastante o fato de ver durante a construção do Projeto de desenvolvimento do Núcleo Colonial do Vale de São Francisco, na época, Comissão do Vale do São Francisco, em Barreiras, Petrolândia PE. Pessoas que chegavam em belos carrões conduzidos por motorista (chofer, na época) especial com conversa bonita enquanto meu pai, e outras pessoas do lugar que andavam de jumento, e as vezes, nem podiam comprar uma cangalha ou uma nova sela para o seu animal. Também não entendia bem porque os mais idosos diziam a seus filhos, genros, ou pessoas outras de seu convívio em tempos de eleição: “Não esqueça de que foi graças ao Dr. Fulano que não morremos de sede ou de fome”.

E outras coisas mais chegavam aos meus ouvidos, coisas que eu já percebi quando era eram boas ou quando eram más. Fui crescendo, crescendo e tudo isso ia pululando no meu juízo.

Comecei a identificar as coisas. Deparei-me com o problema da injustiça social, do desrespeito às pessoas, da imoralidade, e outras coisas mais. Decidi-me dedicar-me a fazer o bem.

Resolvi seguir o caminho do sacerdócio. Pensava eu: sendo padre fica mais fácil fazer o bem.

Fui para o Seminário. Estudei, recebi o presbiterato. Fui nomeado coadjutor da Paróquia de Nossa Senhora do Monte Carmelo em Caruaru PE. Não demorei muito e criei com boa parte da comunidade paroquial uma associação filantrópica com o objetivo de fazer o bem ao povo pobre tendo em vista a luta pela libertação do povo: libertação do pecado (o maior mal da humanidade) e a libertação da injustiça social terrível flagelo e infligido ao povo brasileiro.

Hoje, depois de 52 anos de trabalho levanto a pergunta: Onde está a solução para o grande problema da injustiça que é geradora de tantos outros problemas para o nosso povo?

Veremos no próximo artigo.